ATIVO, revisado
Pipo Saúde · Protocolo de Saúde

Protocolo de Check-up · Adultos e Menores de 18 anos

TemaClínico / Rastreamento
StatusAtivo: revisado
Última atualização de conteúdo07/10/2026
Responsável (RT)Leticia Defilippo

Indicadores

É obrigatório que todo prontuário contenha:

Objetivo

Padronizar a abordagem de check-up e a solicitação de exames/procedimentos de acordo com normativas e protocolos de saúde, incluindo: orientar o participante sobre sua condição de saúde e fatores de risco; estratificar por grupo de check-up (faixa etária/histórico); padronizar solicitações em casos semelhantes; apoiar a adoção de hábitos mais saudáveis; resolver a demanda; e alinhar expectativa e educação do paciente sobre o tema.

Aplicação

Pipo Saúde, Time de Saúde.

Referência normativa

Contextualização

"Check-up" significa checar/conferir; "rastreamento" é sinônimo na área da saúde: uma avaliação de rotina para detecção precoce, com recomendações baseadas em idade, sexo e histórico pessoal/familiar. A detecção precoce tem duas vertentes: diagnóstico precoce (indivíduos que já apresentam sinais/sintomas) e rastreamento (indivíduos assintomáticos, possivelmente em fase subclínica).

As recomendações seguem o princípio de que algumas doenças têm maior chance de cura, sobrevida e/ou qualidade de vida quando detectadas cedo. Segundo Ministério da Saúde e USPSTF, o rastreamento só é recomendado quando traz mais benefícios que prejuízos.

Abordagem

Culturalmente associamos "check-up" a uma lista extensa de exames, mas um exame não deve ser solicitado só por ser comum ou acessível, precisa oferecer mais benefício que prejuízo. Ao mesmo tempo, a conduta deve ser individualizada: na primeira solicitação, o check-up pode ser mais flexível para criar vínculo, mas é essencial educar o paciente sobre a irrelevância clínica de solicitações sem significado.

Teletriagem: critérios de encaminhamento (revisado)

Etapa inicial, aplicada a todos os membros, sem exclusão por idade (inclui menores de 18 e maiores de 60 anos), vale tanto para o fluxo manual quanto para o fluxo de automação.

Caminhos de atendimento: entrada pelo WhatsApp: quem pede check-up pelo WhatsApp recebe uma mensagem automática direcionando pra área do membro, já ligada ao preenchimento do QMS, assim as informações já vêm respondidas, sem o membro ter que responder tudo de novo na plataforma.

Sem sintoma nenhum

  • Segue para o check-up automático

Com qualquer sintoma

  • Consulta antes da emissão passa a ser opcional para o membro, ver o texto de tela abaixo

Se o membro escolher passar por consulta, será sempre Teleconsulta de enfermagem (30 minutos), independente do tempo de duração do sintoma → depois Interconsulta médica. Se preferir não conversar agora, segue direto para a emissão do check-up padrão da Pipo e volta a falar com o médico assim que tiver os resultados.

Não existe mais um roteiro de enfermeiro por chamada/chat, como o WhatsApp sempre encaminha para a área do membro (ver acima), o preenchimento é sempre self-service pelo texto de tela abaixo, mesmo quando o membro relata sintoma.

Texto de tela (fluxo self-service pela área do membro) Redação já em produção: verificada em 29/09/2026

Como você prefere seguir? Você pode conversar com o nosso time de saúde agora sobre o que está sentindo, ou seguir com seu check-up normalmente e trazer isso na sua consulta de retorno dos exames.

○ Quero falar com o time de saúde agora
○ Quero seguir com check-up e falar sobre isso na consulta de retorno dos exames

Seus sintomas ficam registrados e o time de saúde vai considerá-los ao avaliar seus exames.

Redação da pergunta sobre sintomas Redação aprovada: 07/10/2026

Retorno quando o exame vem sem alteração

A mensagem enviada junto com o documento dos exames já deixa a conversa com o time de saúde aberta, caso o membro queira, não é uma promessa que fica sem cumprir, a opção continua disponível mesmo depois de receber os exames: "Ainda tenho dúvidas e quero conversar com o time de saúde".

Desfechos do retorno de exames

Lista de comorbidades

Para fins de perfil (não bloqueia o check-up automático por si só):

Remoção da restrição etária

Menores de 18 e maiores de 60 anos deixam de ter desvio automático para teleconsulta, em ambos os fluxos, manual e automação. Passam pelo mesmo funil de comorbidade/queixa dos demais adultos. Menores de 18 continuam usando o check-up padrão pediátrico já descrito. Vale para todos os membros acima de 2 anos de idade, abaixo disso, ver "Idade mínima pra check-up infantil" acima.

Regra transversal (aplica a todos os protocolos: check-up, receita, exames, terapias)

Divergência de expectativa nunca gera teleconsulta. Resolve-se por escrito, pelo profissional que está com o ticket no momento (enfermagem ou médica, conforme o caso), evitando gerar expectativa adicional no membro.

Exemplos

Menstruação irregular + cansaço

"Gostaria de fazer um check-up porque minha menstruação está muito irregular e tenho me sentido muito cansada."

Conduta: há sintomas, o enfermeiro da teletriagem pergunta se o membro deseja passar por teleconsulta para conversar sobre eles, ou prosseguir direto para a emissão do check-up padrão da Pipo e voltar a falar com o médico assim que tiver os resultados (ou no retorno do check-up com o time).

Exame fora do protocolo, sem sintoma

"Um tio do amigo do meu vizinho descobriu intolerância à lactose... queria fazer para saber se tenho também."

Conduta: exame fora do protocolo e sem sintomatologia. A enfermeira orienta sobre a condição e a não necessidade do exame; se gerar conflito, solicita apoio médico.

Rastreio de doença rara / dúvida da enfermeira

"Minha irmã descobriu colangite biliar primária este ano... queria fazer exames de fígado para saber se tenho também."

Conduta: demanda de rastreio de doença rara gera dúvida na enfermeira. Independente da dúvida, vai sempre para interconsulta médica.

Mulher trans em terapia hormonal

"Sou mulher trans, faço terapia hormonal há 6 anos e queria marcar meu check-up."

Conduta: aplica o check-up padrão + exames adicionais para pessoas trans (estradiol, testosterona total, prolactina, coagulograma; potássio se em uso de espironolactona). Já pode indicar mamografia (já passou de 5 anos de hormonioterapia e tem mais de 40). Manter PSA conforme protocolo para homens cis. Registrar no prontuário o tempo de hormonioterapia.

Suspeita de testosterona baixa

"Andei lendo umas coisas e acho que minha testosterona está baixa. Queria pedir para dosar."

Conduta: aplica o roteiro de perguntas de triagem (sexuais, físicos, psicológicos, histórico, ver seção Testosterona). Sem nenhum sintoma além dos psicológicos: usar a mensagem-padrão, não solicitar o exame e orientar retorno se surgirem sintomas. Com pelo menos 1 sintoma não-psicológico ou dúvida da enfermagem: escalar para médico e solicitar testosterona total como primeiro rastreio, os demais exames (FSH, LH, E2) só entram se ela vier abaixo da referência.

Expectativa x realidade

Uma solicitação muito enxuta pode gerar desconfiança no paciente; poucos exames também limitam a avaliação do time, que não conta com exame físico. Por isso, na primeira solicitação, a Pipo usa uma lista mais flexível que as recomendações oficiais, "Check-up Pipo", para ajudar a criar vínculo e obter mais contexto de saúde.

Check-up · Adultos (≥18 anos)

Check-up padrão (Check-up Pipo)

Lista definitiva enviada em 25/08/2026, substitui a versão anterior deste protocolo.

Durante a teleconsulta ou teletriagem, confirmar com o membro (que já iniciou vida sexual) se aceita a solicitação de sorologias (HIV, hepatites B e C, sífilis), indicadas para todas as pessoas sexualmente ativas, ao menos 1x/ano, mesmo com parceria fixa (frequência maior em caso de troca de parceria ou relação desprotegida). Sinalizar aceite ou recusa para orientar a conduta médica:

Salvo alterações específicas, não há indicação de repetir o check-up com menos de 1 ano do anterior. Na teletriagem/teleconsulta de enfermagem, é importante checar quando foram feitos os últimos exames.

Solicitação com menos de 1 ano do check-up anterior Versão final: Leticia Defilippo, 01/10/2026

Primeiro verifica se houve alteração no exame anterior:

Houve alteração

  • Interconsulta médica, reavalia só o item alterado, e check-up automático (via Memed) após a decisão médica

Sem alteração

  • Envia a mensagem automática abaixo antes de qualquer nova solicitação

"Olá, [Nome do Paciente]! Tudo bem?
Identificamos que você realizou seu último check-up há menos de um ano e que seus exames anteriores não apresentaram alterações.
De acordo com os protocolos médicos vigentes, quando os exames estão normais e não há queixas de saúde, não há necessidade de repetir o check-up em um intervalo inferior a 12 meses.
Para que possamos te ajudar da melhor forma, por favor, responda:
1. Você está apresentando algum sintoma, dor ou desconforto no momento?"

Para quem escolhe a primeira opção, segue a mensagem: "Entendido! Como você está apresentando sintomas, você pode agendar uma consulta com o nosso time de saúde acessando o link abaixo:"

Check-up personalizado (fatores de risco/comorbidades)

Alguns exames podem ser incluídos quando houver comorbidade e/ou histórico pessoal/familiar que justifique o pedido, para descartar hipóteses ou detectar precocemente doenças com rastreio indicado.

Check-up para veganos

Recomendação: Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), adaptação Pipo

População: Pessoas com dieta vegana declarada, em qualquer faixa etária.

Intervenção: 40316270, Ferritina; 40321231, Índice de saturação de transferrina. Estes exames são adicionados ao check-up padrão (que já inclui hemograma, vitamina B12, TSH e demais itens do Check-up Pipo).

Frequência: Anual, junto com o check-up padrão.

Check-up por sexo e/ou faixa etária: visão geral

DoençaPopulação elegível
Câncer colorretal45 a 75 anos (10 anos antes se histórico familiar de 1º grau), colonoscopia a cada 10 anos como padrão; FIT (sangue oculto imunológico) bienal como opção
Câncer de pulmão50 a 80 anos, com tabagismo pesado (≥20 maços-ano)
Câncer de colo de útero25 a 64 anos
Câncer de mama40 a 74 anos
Câncer de próstata45 a 75 anos (40 anos se histórico familiar de 1º grau)
Aneurisma de aorta abdominalHomens cis e mulheres trans, 65–75 anos, que já fumaram/fumam
OsteoporoseMulheres cis e homens trans a partir dos 65 anos; <65 anos pós-menopausa com risco aumentado; homens cis acima de 70 anos
ClamídiaMulheres cis e homens trans sexualmente ativos com risco aumentado

Detalhamento por condição

Hipertensão arterial

Recomendação: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 (SBC/SBH/SBN)

População: ≥ 18 anos

Intervenção: 20102038, MAPA ou monitorização domiciliar sempre que houver relato de PA prévia alterada (>130x90)*; 40101010, ECG convencional; 40901106, Ecodopplercardiograma transtorácico; 40302423, Sódio; 40302318, Potássio; 40311171, Relação albumina/creatinina (RAC), urina isolada.

*A diretriz 2025 recomenda confirmar o diagnóstico com medidas fora do consultório antes de tratar. Teste ergométrico (40101037) não entra como padrão, fica opcional para pacientes ativos que vão iniciar/manter exercício físico de alta intensidade.

Frequência: Anual (a lista acima é solicitada rotineiramente para todos os pacientes na faixa). Com alteração: seguir classificação abaixo.

ClassificaçãoSistólicaDiastólicaRecomendação
Normal<120<80Reavaliar em 1 ano
Pré-hipertensão120–13980–89Reavaliar em 6 meses
Hipertensão estágio 1140–15990–99Reavaliar em 2 meses
Hipertensão estágio 2160–179100–109Reavaliar em 1 mês
Hipertensão estágio 3≥180≥110Intervenção imediata ou reavaliar em 1 semana

Classificações "Normal" e "Pré-hipertensão" atualizadas conforme Diretriz 2025 ("PA ótima" incorporada à normal; pré-hipertensão passou a 120–139×80–89, aferida em consultório). A diretriz também substitui "urgência hipertensiva" por "elevação importante da PA sem lesão de órgão-alvo".

Diabetes, Pré-diabetes e tipo II

Recomendação: USPSTF (adaptada), considerar fatores de risco: história familiar, diabetes gestacional prévia, SOP, fatores dietéticos e de estilo de vida · População: > 18 anos

Intervenção: 40302075, HbA1c; 40302040, Glicose; 40302032, Glicemia após sobrecarga com dextrosol ou glicose (TTOG), pedir apenas se dúvida diagnóstica (alto risco, divergência entre glicemia de jejum e HbA1c); na Pipo usamos o protocolo de 1 hora; 40101010, ECG, com diagnóstico; 40311171, RAC, urina isolada, com diagnóstico; 41301250, Mapeamento de retina, anual, com diagnóstico

Frequência: Anual (sem alteração ou próximo ao limite); 3 meses (com alteração)

Câncer colorretal

Recomendação: USPSTF (adaptada) · População: 45 a 75 anos. Se histórico familiar de 1º grau: iniciar 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado.

Intervenção: 40202666, Colonoscopia (padrão); 40303250, Sangue oculto nas fezes, pesquisa imunológica (FIT), opção quando o membro preferir ou colonoscopia não for viável. Decisão compartilhada entre as opções. Alinha o protocolo Pipo à recomendação do MS/INCA que também inclui o FIT no rastreio populacional.

Frequência: Colonoscopia: a cada 10 anos, a partir dos 45. FIT: bienal.

Câncer de pulmão

Recomendação: USPSTF (adaptada) · População: 50–80 anos com histórico de tabagismo* (*descontinuar se sem fumar há 15 anos, ou condição que limite expectativa de vida/capacidade cirúrgica pulmonar)

Intervenção: 41001079, Tomografia computadorizada de tórax, de baixa dose · Frequência: Anual

Câncer de colo de útero

Recomendação: Ministério da Saúde / INCA, Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero (2025) · População: Mulheres cis, 25 a 64 anos. Mulheres trans na mesma faixa etária, a partir de 5 anos do início da terapia hormonal. Homens trans que preservaram útero/colo: mantém rastreio, sinalizando uso de testosterona no pedido (atrofia pode gerar citologia insatisfatória).

Intervenção: 40314154, Teste molecular de DNA-HPV como método primário (com subtipagem quando necessário); 40601137, Colpocitologia oncótica (Papanicolau), usada como citologia reflexa em HPV positivo, ou como método tradicional quando preferida pela paciente. Se DNA-HPV positivo para alto risco: colpocitologia. Se DNA-HPV positivo para baixo risco: citologia reflexa. Citologia tradicional (quando preferida): intervalo de 3 anos após dois exames anuais negativos consecutivos.

Frequência: A cada 5 anos, se normal. Na prática da Pipo, o co-teste vem sendo repetido anualmente, divergência registrada aqui para acompanhamento.

Câncer de mama

Recomendação: FEBRASGO · SBM · CBR

População: Mulheres cis, 40 a 74 anos (rastreio individualizado após 74). A partir dos 30 anos se alto risco (mutação BRCA1/2). Mulheres trans: mesma faixa etária, começando 5 anos após início da terapia hormonal. Homens trans: igual à mulher cis se não fez mastectomia; se mastectomia completa, substituir por exame clínico anual da parede torácica a partir dos 50 anos (ou antes, se alto risco).

Intervenção: 40808041, Mamografia digital bilateral; US de mamas, complementar, quando mamas densas · Frequência: Anual

Câncer de próstata

Recomendação: Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

População: A partir dos 45 anos. A partir dos 40 anos se histórico familiar de 1º grau. Descontinuar após 75 anos.

Intervenção: 40316149, PSA total (padrão); PSA livre, indicado principalmente quando o PSA total ficar em faixa intermediária (entre 4,0 e 10,0 ng/mL)

Frequência: Anual

Aneurisma de aorta abdominal

Recomendação: USPSTF · População: Homens cis e mulheres trans, 65–75 anos, que já fumaram/fumam

Intervenção: 40901394, Doppler colorido de aorta e artérias renais · Frequência: Uma única vez na vida

Osteoporose

Recomendação: USPSTF · Ministério da Saúde · População: Mulheres cis e homens trans ≥65; <65 pós-menopausa com risco aumentado (ferramenta de avaliação)

Intervenção: 40808130, Densitometria óssea, rotina (coluna e fêmur, ou dois segmentos)

Frequência: Decidir em conjunto, considerando idade, fatores de risco, expectativa de vida e resultado da densitometria

Clamídia

Recomendação: USPSTF · FEBRASGO · População: Mulheres cis e homens trans sexualmente ativos com risco aumentado (nova parceria; múltiplas parcerias; parceria com múltiplos parceiros; parceria com IST; uso inconsistente de preservativo fora de relação mutuamente monogâmica; IST anterior/coexistente; prostituição; uso de drogas; histórico de encarceramento)

Intervenção: 40314537, Chlamydia PCR/amplificação de DNA (indicar material: urina, vaginal ou endocervical)

Frequência: Repetir quando a história sexual revelar fatores de risco novos ou persistentes desde o último resultado negativo

Vacinação (adultos)

Verificar situação vacinal do paciente conforme calendário SBIm Adulto e Idoso do ano vigente (2026).

Check-up cardiológico

Pessoas que iniciarão atividade física

Recomendação: SBC · Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte

População: Homens cis/mulheres trans >44 anos OU mulheres cis/homens trans >54 anos com atividade esportiva regular moderada/alta e competições eventuais; todo adulto com vínculo profissional com esporte. Fora disso: apenas PAR-Q.

Intervenção: 40101010, ECG (até 12 derivações); PAR-Q (questionário, sem código TUSS). Frequência: Antes de iniciar a atividade física

Check-up pós-bariátrica (bypass)

Recomendação: Endocrine Society · Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica · População: Pessoas que já realizaram cirurgia bariátrica tipo bypass

Intervenção: Check-up básico (ver Check-up padrão); 40808130, Densitometria óssea; 40316270, Ferritina; 40321231, Índice de saturação de transferrina; 40301087, Ácido fólico (eritrócitos); 40301222, Albumina; 40301400, Cálcio total; 40305465, Paratormônio (PTH); 40302601, Vitamina A; 40313328, Zinco; 40302784, Vitamina B1 (tiamina); 40301567, Cobre

Frequência: Densitometria óssea: a cada 2 anos. Exames laboratoriais: aos 6, 12, 18 e 24 meses pós-cirurgia, depois anualmente.

O risco de osteoporose em pós-bariátrica é elevado, não apenas pela má absorção de cálcio e vitamina D, mas também porque a cirurgia aumenta a reabsorção óssea. Por isso a densitometria entra como rotina neste grupo.

Check-up para pessoas trans

Além do check-up padrão, pessoas trans em terapia hormonal têm marcadores adicionais para acompanhamento. Os rastreios oncológicos seguem a anatomia preservada, não a identidade de gênero, sempre que houver útero/colo, mama nativa ou próstata, o rastreio da estrutura correspondente se aplica.

Mulheres trans

Exames adicionais: Estradiol; Testosterona total; Prolactina; Coagulograma; dosar potássio se em uso de espironolactona.

Mamografia: A partir de 5 anos de hormonioterapia e da mesma idade mínima usada para mulheres cis (40 anos).

Próstata: PSA mantido, conforme protocolo para homens cis.

Densitometria: A critério, se houve orquiectomia.

Homens trans

Exames adicionais: Estradiol; Testosterona total.

Mamografia: Igual à recomendação para mulher cis se não fez mastectomia. Se fez mastectomia completa: substituir por exame clínico anual da parede torácica a partir dos 50 anos (ou antes, se alto risco).

Colo de útero: Manter rastreio se preservou útero/colo, sinalizando o uso de testosterona no pedido, a atrofia induzida pela terapia hormonal pode gerar citologia insatisfatória.

Situações atípicas: demandas de exames hormonais

Testosterona

Perguntas de triagem (aplicar em teletriagem ou teleconsulta antes de solicitar exame):

Com pelo menos 1 sintoma (desde que não seja psicológico apenas) → Solicitar exame

  • Testosterona total, primeiro rastreio

Os demais exames (FSH, LH, E2/estradiol, SHBG) só entram se a testosterona total vier abaixo da referência. DHT (di-hidrotestosterona) foi retirado do painel, não faz parte da investigação de baixa testosterona.

Sem nenhum sintoma → Não solicitar exame

Usar a mensagem-padrão abaixo. Só escalar para médico se o paciente insistir ou a enfermagem tiver dúvida.

"Entendo o seu interesse em checar a testosterona, é uma dúvida bem comum. Conversei com você sobre os sintomas que costumam indicar queda de testosterona e, pelo que você me contou, não identifiquei nenhum desses sinais no momento. As sociedades médicas brasileiras de Endocrinologia (SBEM), Urologia (SBU) e Medicina Sexual (ABEMSS) recomendam que a dosagem de testosterona seja feita quando há sintomas associados, e não como exame de rotina em quem não sente nada, isso porque o nível de testosterona varia naturalmente, e testar sem essa indicação pode gerar resultados difíceis de interpretar e preocupações desnecessárias, sem trazer benefício real. Isso não significa que sua queixa não seja válida: se em algum momento você notar qualquer um dos sintomas que conversamos, é só voltar a falar com a gente."

Investigação de perimenopausa

"Entendo sua vontade de fazer exames para confirmar a perimenopausa, mas explico por que isso não costuma ser indicado: nessa fase os hormônios oscilam muito, então um exame de sangue captura só 'uma foto' de um dia específico, não reflete o 'filme' das variações ao longo do mês. Por isso, sociedades como FEBRASGO e SBEM recomendam diagnóstico clínico: baseado na sua idade, no padrão do ciclo e nos sintomas relatados, não em números de hormônio no papel. A conduta (tratar ou não, e como) depende da intensidade do quadro e de contraindicações, não do valor exato do exame. Podemos conversar sobre seus sintomas para decidir o melhor caminho juntas."

Check-up · Menores de 18 anos

Para menores de 18 anos, o escopo da Pipo cobre o check-up padrão infantil/adolescente assintomático e a orientação sobre calendário vacinal. Triagens neonatais (pezinho, olhinho, orelhinha, coraçãozinho), consultas de puericultura, rastreio de acuidade visual e rastreio de obesidade infantil não são realizados pela Pipo, quando o membro trouxer essas demandas, orientar acompanhamento com pediatria da rede.

Idade mínima pra check-up infantil Versão final: Leticia Defilippo, 01/10/2026

A Pipo passa a oferecer o check-up infantil a partir de 2 anos de idade (2 anos completos). Antes disso é uma faixa muito jovem para rastreio geral; a partir dos 2 anos já começam alguns tipos de rastreio, por exemplo, rastreio de colesterol alto em famílias com histórico de colesterol alto.

Abaixo de 2 anos, orientar acompanhamento com pediatra da rede (consulta de puericultura), nessa faixa a criança precisa ser vista presencialmente a cada 3 meses para avaliar crescimento, peso, perímetro cefálico e desenvolvimento, o que não é território de check-up.

Check-up padrão: crianças e adolescentes assintomáticos

Vitamina B12 não faz parte do painel padrão nesta faixa etária, incluir apenas quando a anamnese sugerir desnutrição ou restrição alimentar importante.

Vacinação (crianças e adolescentes)

Sugestão do Ministério da Saúde para o ano vigente (2026), o período de aplicação pode variar por região, e outras vacinas podem ser indicadas conforme necessidade.

IdadeVacinas
1ª semanaBCG-ID (dose única); hepatite B (1ª dose)
1º mêsHepatite B (2ª dose)
2º mêsVOP, poliomielite (1ª dose); tetravalente DTP+Hib (1ª dose); VORH, rotavírus (1ª dose)
4º mêsVOP (2ª dose); tetravalente DTP+Hib (2ª dose); VORH (2ª dose)
6º mêsVOP (3ª dose); tetravalente DTP+Hib (3ª dose); hepatite B (3ª dose)
9º mêsFebre amarela (dose única)
12º mêsSRC, tríplice viral (dose única)
15º mêsVOP (reforço); DTP, tríplice bacteriana (1º reforço)
4–6 anosDTP (2º reforço); SRC, tríplice viral (reforço)
6–10 anosBCG-ID (reforço)
9 a 14 anosHPV (esquema conforme calendário vigente, meninas e meninos)